If I Kotler, why dont’t you?


Empreender é isso aí: quem é do dia vai pra noite, quem é da noite vai pro dia
Junho 5, 2009, 1:04 am
Arquivado em: Empreendedorismo
Amir Slama. É esse o nome do homem que fez a cara da moda praia do Brasil. Em 1993, fundou a Rosa Chá, sua marca de beachwear. Em 1997, surgem as franquias e, depois disso, foi um pulo para conquistar o Brasil e o mundo. Com 25 lojas no país, duas no exterior, 450 multimarcas nacionais e 200 espalhadas pelo mundo, a Rosa Chá é referência ímpar em biquínis e maiôs. No entanto, toda essa magnitude não foi suficiente para satisfazer Slama, que vem trocado o calor da sua moda praia pelo frio e agito da madrugada. O estilista, que há tempos é sócio do Club A, em Moema, e, desde o ano passado, do restaurante-lounge 3P4, no Itaim-Bibi, ambos em São Paulo, embarca agora numa nova – e radical – etapa de sua vida: deixa o comando da sua marca e está prestes a inaugurar mais um clube, Mokaï, na rua Augusta. Quem assume o estilo da Rosa Chá é, nada mais, nada menos, que um dos maiores estilistas do país, aquele que vestiu a noite underground paulistana na década de 1980 e que tem a caveira como ícone de sua criação, Alexandre Herchcovitch.

Os estilistas Amir Slama e Alexandre Herchcovitch

Os estilistas Amir Slama e Alexandre Herchcovitch

Pode parecer estranho: um estilista que não só se consagra como se torna referência em moda praia no Brasil e no mundo deixa sua marca de sucesso para investir na noite. E outro estilista que tem estilo completamente diferente do anterior é quem assume o comando da marca de beachwear. “O que me levou a deixar a Rosa Chá foi a consciência que adquiri de ser um estilista empreendedor e não um estilista executivo”, afirma Slama, que, mesmo tendo trocado o dia pela noite, não abandonou a máquina de costura. É ele quem fez todo o uniforme dos funcionários no novo clube prive, cuja inauguração será amanhã e já tem uma lista de VIPs confirmados. Podem chamar de loucura, de burrice ou de imaturidade. Na verdade, isso só são pessoas que não se satisfazem quando alcançam um objetivo. Buscam outros, aceitam desafios e embarcam em um futuro que só Deus sabe – mas pelo menos eles acreditam.

Por Mateus



De muito bom gosto
Junho 4, 2009, 8:18 pm
Arquivado em: Responsabilidade Social Organizacional
 
O Dossiê Universo Jovem da MTV busca conhecer os valores, as atitudes e o comportamento do jovem brasileiro. Os temas pesquisados são diversos – família, religião, educação, sexo, poder de consumo e hábitos de mídia – mas a edição de 1 de setembro foi mais longe: sustentabilidade. O objetivo era saber como a geração anuncio_comestivelque vai usufruir por mais tempo do planeta percebe o próprio planeta e até onde vai seu interesse pelo assunto.
 
A proposta do dossiê universo jovem da MTV não foi o que mais chamou a atenção. O motivo desse post é o anúncio que foi feito pela sempre inovadora MTV. Com o intuito de mostrar que a pesquisa foi a fundo no tema, a emissora desenvolveu, em conjunto com a agência Loducca, um anúncio comestível. E eu, comi.

Se o gosto da tal página não era bom, o contrário pode-se dizer da ação. Muito acertada e muito pertinente dentro do contexto. A campanha conta também com um hot site onde os jovens participam de concursos de receitas com o tal do anúncio. Tem de tudo: de tapioca MTV e rocambole trufado à sopa de letrinhas.
 
Assim que eu experimentei o anúncio, duas coisas vieram na minha cabeça. A primeira, o custo dessa ação. E por último, e mais importante, como seria se todas as revistas, jornais, mídia impressa em geral, resolvessem trabalhar com o tal do papel comestível. E mais, se todos os leitores passassem a, depois de ler, comê-los. Gente, que economia não? Só peço uma coisa pra quem desenvolve essa coisa: da próxima vez, anexa um pacotinho de sal e a tabela de calorias.
 
Para ver os resultados da pesquisa clique aqui.

 Por Bruna Navas



Estagiário ou “escraviário”?
Junho 4, 2009, 5:39 pm
Arquivado em: Cultura Corporativa

 

o estagiario

Essa semana no caminho para a faculdade eu me deparo com a seguinte frase do programa humorístico a “hora do zodículo”: “errar é humano e mais humano ainda é quando errar colocar a culpa no estagiário”. Apesar de ser uma brincadeira, essa frase mostra o comportamento de muitas empresas em relação aos seus estagiários, este comportamento que na maioria das vezes possui uma íntima relação com a cultura organizacional da empresa. Exemplo disso é a Ambev e sua agressividade no modo de gerir seus negócios, sabe-se que esta atua em um setor altamente competitivo e que talvez este comportamento seja necessário, sendo assim, desde o processo seletivo de estagiários a empresa busca pessoas com esse perfil, colocando-as em situações que este possa ser facilmente identificado. Como por exemplo, a escolha do pior candidato da dinâmica e a ridicularização de seus erros na frente de todos os concorrentes. 


Essa metodologia não ocorre somente com os candidatos a estagiários, mas também com os próprios funcionários, o que levou a empresa a ter que pagar uma indenização de R$70 mil a um ex-funcionário por humilhações diárias e maus tratos. O ex-funcionário alegou que diariamente ele e outros funcionários eram submetidos, no final do dia, a uma reunião que tinha por objetivo “motivar”. Àqueles que não atingiam a meta eram punidos em frente aos colegas. Segundo ele, diversas vezes foi obrigado a fazer flexões, apoios e polichinelos até ficar cansado. Punições como ser pisado pelo chefe também eram comuns. O vendedor alega ter sido submetido à revista íntima, totalmente despido, juntamente com outros colegas, por uma suspeita de roubo. Depoimento de outros funcionários, ouvidos durante o processo, comprovaram que um dos supervisores da cervejaria portava arma de fogo e canivete militar de grande porte, tendo dado tiros no emblema da empresa concorrente. Segundo os depoimentos, era comum ao supervisor aplicar “safanões, tapas nas costas, gravatas e xingamentos nos empregados, forçando os demais a xingarem em coro, quando o empregado chegava atrasado.”


Voltando aos estagiários, ainda existem empresas que esquecem que esse indivíduo está ali para aprender e que além de trabalhar também estuda, fato esse que levou a reformulação da lei de estágio para diminuir a carga horária de trabalho. Contudo, mesmo sabendo da situação do estagiário, este trabalha em diversos dias horas a mais do que deveria, prejudicando sua formação acadêmica. Muitas empresas de consultoria administrativa possuem este formato de estágio, em contrapartida, oferecem os mais diversos benefícios aos estagiários, até mesmo pagamento integral ou em parte dos mais diversos cursos, como por exemplo, de inglês.

Por Priscila



Responsabilidade social do fio à tesoura
Junho 4, 2009, 3:06 pm
Arquivado em: Responsabilidade Social Organizacional

jabaquara

Nessa onde de sustentabilidade muitas empresas mostram que podem ser socialmente responsáveis sem estar ajudando, necessariamente o meio ambiente, mas atuando em outras formas de responsabilidade social, como por exemplo, na comunidade, na educação, na cultura, no lazer, nas leis trabalhistas e nas leis e impostos em geral. Uma dessas empresas é a rede de cabeleireiros SOHO, que realiza uma campanha de corte de cabelo a preços populares, sendo que a desse ano ocorreu durante o Festival Japonês da Zona Norte e foram oferecidos cortes de cabelo por sete reais e esmaltação de unhas por cinco.


A renda foi integralmente revertida para as entidades Yassuragui Home – centro de Reabilitação Social em Guarulhos, que realiza atendimento a pessoas com problemas mentais reversíveis – e para a Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo, entidade que atua na Zona Norte da capital promovendo trabalhos assistenciais com crianças e a comunidade em geral.


Dessa forma, a empresa se torna socialmente responsável com a sua própria atuação ao oferecer um serviço à comunidade e, posteriormente, ao ajudar as duas associações com a renda obtida pela campanha de corte de cabelo a preços populares.

Por Priscila Lugero



O melhor emprego do mundo
Junho 4, 2009, 2:46 pm
Arquivado em: Recursos humanos
Em Janeiro desse ano o estado de Queensland, na Austrália, divulgou uma vaga para o “melhor emprego do mundo”, este consiste em ser o zelador de uma ilha paradisíaca na Austrália. O local de trabalho será a ilha Hamilton, uma das 600 que formam a Grande Barreira de Corais. O contrato do empregado prevê um salário de 105.000 dólares por seis meses, o equivalente a cerca de 20.000 dólares por mês. Além disso, o novo funcionário também terá direito a passagens aéreas gratuitas para poder viajar a partir de seu país de origem, e não precisará se preocupar com a sua moradia, afinal o governo australiano disponibilizará uma casa com três quartos e sacadas com vista para o mar, além de um buggy para o transporte na ilha.
Em contrapartida, o zelador da ilha paradisíaca terá que coletar correspondências, passear pelas areias brancas, alimentar tartarugas marinhas e peixes, “talvez limpar piscinas” e observar o mergulho das baleias. Outra responsabilidade do novo funcionário será fazer posts diários em um blog, incluindo fotos e vídeos mostrando como foi o dia. Os pré-requisitos exigidos para conseguir a vaga são simples: ser um excelente comunicador e saber escrever e ler em inglês. A descrição da vaga informa que não é preciso ter qualificações acadêmicas, porém, é necessário saber nadar e ter espírito aventureiro e, somado a isso, não pode ser tímido porque deverá conversar com a imprensa rotineiramente.
Para de candidatarem os interessados deveriam ter preenchido uma ficha no site da vaga até o dia 22 de fevereiro, quando se encerraram as inscrições. Junto com a ficha era preciso enviar um vídeo de 60 segundos. No início de maio, onze candidatos participaram de uma entrevista e percorreram a ilha Hamilton. O selecionado começará a trabalhar a partir do dia 1º de julho. Falando em selecionado o grande sortudo foi Southall, um britânico de 34 anos, que conseguiu “derrotar” os outros 15 finalistas e cerca de 35.000 candidatos de quase 200 países.
 
 
Por Priscila Lugero


É bom pensar antes de pedir licença
Junho 4, 2009, 5:01 am
Arquivado em: Cultura Corporativa, Internacionalização
A nova iorquina Cosmopolitan Magazine e a paulistana Nova: a versão brasileira nem denuncia que é uma publicação licenciada

A nova iorquina Cosmopolitan Magazine e a paulistana Nova: a versão brasileira nem denuncia que é uma publicação licenciada

Um fenômeno mundial muito comum no mercado editorial é a o licenciamento dos grandes títulos internacionais a editoras locais. Nesse modelo de internacionalização, a editora proprietária de um título vende a licença deste para editoras de outros países, que produzem uma nova publicação, com certas adaptações e adequações, mas com boa parte da proposta editorial e do projeto gráfico semelhante.

Isso costuma acontecer com títulos sobre comportamento, moda e celebridades, cuja adequação da revista à cultura e perfil de um país não chega a interferir na imagem e no posicionamento do título original, o que gera um relacionamento até mesmo amigável entre as editoras e as equipes de redação.

No entanto, no caso específico do Brasil, se considerar as peculiaridades e as diferenças entre os Brasis dentro de um mesmo país, muitas vezes, um título que advém de uma licença internacional não consegue ter autonomia editorial e acaba tendo cara de estrangeiro.

É o caso da versão brasileira de Rolling Stone, da Spring Publicações, cuja licença fora concedida pela Rolling Stone USA. A edição americana tem um conteúdo muito relacionado ao rock (e não é à toa), além de ter uma ligação muito forte com temas e personalidades políticas. No Brasil, a música tem uma conotação completamente diferente, variada, simultaneamente rica e pobre, que, de cara, já exige uma proposta editorial diferente. Assim, a edição brasileira se vê perdida entre as duas linhas de conduta, o que não gera uma identidade local nem uma identificação contínua com um mesmo – e significativo – segmento de leitor.

Em compensação, Caras, Elle, Marie Claire, National Geographic, Nova, Playboy e Vogue são exemplos de revistas licenciadas que conseguiram manter o estilo e a proposta das respectivas marcas internacionais, mas também promoveram uma adequação do conteúdo e da abordagem para um segmento específico de leitor brasileiro. A revista Nova, versão brasileira da nova iorquina Cosmopolitan, consegue até mesmo convencer de que não surgiu de um licenciamento. Produzida pela Editora Abril, consegue fazer uma revista com brasileiras na capa e conteúdo que seja inteiramente relevante a muitas mulheres do Brasil.

Outro caso interessante é a revista Men’s Health, publicada no Brasil pela Abril. Presente em vários países, a revista masculina sobre saúde e boa forma tem edições com capa muito idênticas, se comparadas, entre si, as edições internacionais. O ângulo em que o modelo é fotografado, a tipologia do texto e a abordagem das chamadas são realmente razões para ter capas confundíveis. No entanto, a redação da Men’s Health nacional afirma que não é tarefa fácil produzir a versão brasileira. Todo mês, com certa antecedência, a capa precisa ser enviada para a redação estrangeira aprovar. E frequentemente eles não entendem – e até não concordam – com a forma como os títulos da capa dialogam com o leitor. O humor, o calor e a espontaneidade presentes na cultura brasileira exigem um diálogo diferente com o leitor. Esses são alguns dos argumentos frequentemente enviados junto à capa pendente de aprovação, para que eles entendam que o Brasil e seu povo têm características peculiares, que o tornam pessoas e leitores diferentes.

Versões brasileira, sul africana e portuguesa da revista Men's Health, uma das principais publicações masculinas sobre saúde física e boa forma

Versões brasileira, sul africana e portuguesa da revista Men's Health, uma das principais publicações masculinas sobre saúde física e boa forma

Enfim, licença não é para qualquer um. Antes de bater na porta, deve-se pensar muito se o tipo de publicação permite o lançamento de uma versão local que consiga falar, interagir e influenciar os leitores locais. Isso sem falar que, no desespero para alavancar receitas e mais receitas, os valores, os princípios e a visão de uma editora interessada em comprar uma licença são frequentemente ignorados, enquanto a cultura organizacional deveria, sim, ser o critério norteador na tomada de decisões.


Por Mateus



Quem é plural pode tudo
Junho 1, 2009, 5:06 pm
Arquivado em: Tomada de Decisão
O maior jornal do País, Folha de S.Paulo, tem seus números de circulação reduzidos ano a ano

O maior jornal do País, Folha de S.Paulo, tem seus números de circulação reduzidos ano a ano

Rua 25 de Março terá “clone” na zona sul. Oasis apresenta música inédita em site de grife. Lula veta juro menor para o parcelamento de dívida. Maior prisão de Nova York tem quatro casos de gripe suína. Museu do Futebol é o segundo mais visitado da cidade. Trash 80’s comemora sete anos com show de Sérgio Malandro e Simony. Gucci planeja fazer vendas online no Brasil no próximo ano. Cidades investem em maquiagem ecológica para agradar à Fifa. Novo ENEM abre inscrições no dia 15 de julho. Madonna se apresenta em Israel após 16 anos. China toma mercado do Brasil na Argentina. Santo Antônio da Alegria é eleita a melhor cidade brasileira para o idoso viver. Indígenas isolados correm risco de extinção. Llosa diz que Venezuela não virará Cuba. Rita Lee abre sua casa para falar sobre carreira, família e idade. Fantástico se prepara para enfrentar o novo reality show da Record, Fazenda.

É com essa pluralidade de informações que a Folha de S.Paulo, o maior jornal do país, se posiciona na mente do leitor e se vende ao mercado. “A Folha é plural como você. Assine uma. Leve várias. E leia a que você quiser”. A Folha, como é popularmente conhecida, é o maior jornal e um dos mais influentes veículos do País, além de fazer parte do também brasileiro Grupo Folha, um dos grandes grupos de mídia e comunicação do mundo. No entanto, o clima está mais para desespero do que para alegria. A circulação do jornal tem reduzido a cada ano. Segundo o IVC (Índice Verificador de Circulação), a circulação média no domingo em janeiro de 2000 era de 521.014 exemplares. Em janeiro de 2009, o número já cai para 361.562.

Boa parte dos veículos impressos de comunicação, como revistas e jornais (que, para alguns especialistas, iriam morrer conforme a web fosse crescendo), tiveram, sim, sua circulação reduzida a números bem menores, se comparados ao período em que não havia internet. Esse fenômeno é natural e não é muito diferente do que aconteceu com os folhetins quando surgiu a televisão, no início do século 20. Com o advento da internet, que inaugura uma nova era da tecnologia e permite emergir novas mídias sociais a todo instante e em diversas plataformas, muitos hábitos, técnicas, produtos e marcas deixam de existir e são substituídos por outros que sejam mais rápidos, eficientes, modernos e práticos. Muitos, mas nem todos.

O efeito disso sobre os meios é que suas audiências se dividem, mas dificilmente se anulam, uma vez que a circunstância de uso e as características específicas de cada um não permitem que o novo meio substitua aquele que já é tradicional. Os desafios que surgem para os grandes e tradicionais veículos de comunicação impressa são cada vez maiores, pois devem buscar novas plataformas e oportunidades para que sua receita não diminua.

Como grandes sábios dizem, é nos momentos mais turbulentos que surgem as grandes idéias, e é justamente nesse cenário que a Folha – e também a maioria dos veículos impressos, que compartilham o mesmo problema – devem se desprender do produto e pensar em novas soluções para seus leitores – e como isso pode ser lucrativo para ela. A relação do consumidor com a marca deve ser observada não pelo produto, mas, sim, pela necessidade de informação daquele público. Nesse sentido, poderão surgir diversas idéias através das quais a Folha poderá se apropriar para oferecer não só o maior jornal diário do país como também tudo aquilo que seu consumidor tenha interesse (desde que, é claro, esteja relacionado ao expertise da empresa).

Em relação ao leque de oportunidades que surge, o caso da Folha é talvez o mais fértil. Isso porque, por ser um veículo que integra informações de diferentes arenas do conhecimento, atrai leitores, qualificados, de diferentes perfis e com distintas intenções de leitura para com a Folha. Portanto, a riqueza e pluralidade que existe nos cadernos do maior jornal do País deve se estender para o portfólio da marca. É até por isso mesmo que estão, simultaneamente, sendo vendidas duas coleções – a dos grandes fotógrafos da história e a das obras clássicas do cinema. Ainda assim, a Folha pode muito mais do que isso. Por que ser apenas um jornal, uma revista e uma coleção? Por que não um instituto, uma escola, um cinema, uma emissora de rádio, um centro de estudos e pesquisa, um concurso, um evento, uma premiação, um espaço cultural, um GPS, um desfile de moda? Quem é plural pode tudo.

Por Mateus



O brasileiro que conquistou o mundo
Maio 31, 2009, 1:38 pm
Arquivado em: Internacionalização
The Hug, criação mais conhecida do artista plástico Romero Britto

The Hug, criação mais conhecida do artista plástico Romero Britto

Com cores e formas alegres e contrastantes, que denotam um estilo artístico único e lúdico, as pinturas do pernambucano Romero Britto se tornaram mundialmente conhecidas. Para o excurador da Bienal de Arte de São Paulo, Agnaldo Faria, as obras de Romero são divertidas, mas sem expressão artística. “Ele é um ilustrador”, resume, ao afirmar que suas obras “jamais fariam parte de uma mostra como a Bienal”. Seja arte ou não, a verdade é que Britto já chega a ser cogitado a integrar o time dos ícones da arte pop, como Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Suas ilustrações caíram no gosto de celebridades, como Madonna, Bill Clinton, Michael Jordan e até mesmo de Paloma, filha de Pablo Picasso. O pernambucano, radicado em Miami, na Flórida, já criou peças publicitárias e embalagens para Absolut, Pepsi-Cola, Disney, IBM, Apple e também foi inspiração para coleções de moda de importantes estilistas, como o brasileiro Amir Slama (Rosa Chá), a americana Nicole Miller e os italianos Enrico Coveri e Gai Mattiolo.

“Exploro meu trabalho de todas as formas”, confessa Britto, que recentemente abriu um restaurante temático, decorado com suas artes, em Miami, onde mora com a mulher e o filho. A pintura a óleo, que chega a custar mais de 300 mil reais, é apenas um item do portfólio, do qual fazem parte também pôsteres, esculturas, desenhos, roupas, perfumes, livros, porcelanas e vidros. Romero, que também licencia suas criações para diversas marcas, já pintou mais de 5 mil telas, comercializadas em mais de 70 países.

“Na condição de criança pobre no Brasil, tive contato com o lado mais sombrio da humanidade. Como resultado, passei a pintar para trazer luz e cor para minha vida”, revela o pintor. É da Britto Central Miami, flagship store da marca na badalada Miami Beach, de onde saem todas as obras originais do artista, inclusive para a Galeria Romero Britto, na rua Oscar Freire, em São Paulo.

Britto mudou para os Estados Unidos e inaugurou lá sua marca (modelo greenfield de internacionalização), e hoje vende seus produtos para todo o mundo (modelo de exportação) e também licencia suas criações (modelo de licenciamento). É um típico brasileiro de origem humilde que conseguiu, através do bom humor, do otimismo e da criatividade, crescer não só na vida como no mundo. Ele, que não limita suas criações a uma pintura a óleo, pode ainda estar presente em lugares e objetos inimagináveis.

Por Mateus



Voa pássaro azul, voa
Maio 25, 2009, 7:04 pm
Arquivado em: Empreendedorismo

Twitter-bird-logo-001

 

          Que o twitter virou febre todo mundo já sabe. Mas, foi pensando nessa ferramenta que veio a idéia do post. Até menos de um mês, eu era contra essa coisa de “twittar”. Foi aí que como boa aspirante a publicitária obrigada a seguir tendências, e com aquela pitadinha de curiosidade que não podia faltar, me vi fazendo parte da tal comunidade dos twitteiros. E pior, ou melhor, gostando de tal fato.
 
          Disseram por aí que era coisa pra empresa, pra quem tinha novidade pra dar. Cada vez mais me convenço que o passarinho do twitter veio pra ficar, ops! – pra voar. Mas, o que me interessou não foi o fato de eu estar participando desse negócio. E sim, como que alguém teve tal idéia. A verdade é que Jack Dorsey – um dos fundadores do pássaro azul – implementou a idéia para agilizar a comunicação de sua empresa. Como assim melhorar a comunicação se o tal do twitter só permite 140 caracteres por post? Pois é, a idéia é exatamente essa. Jack diz que “com poucos caracteres as pessoas são mais espontâneas, mais instantâneas.”
 
          Com o avanço da tecnologia e com a parceria firmada com o site blogger.com.br, a promoção do twitter de ferramenta de comunicação dentro da empresa à rede social foi possível. Mesmo assim, ainda é um serviço que está se definindo. A tecnologia é nova e por isso, a cada dia que passa as pessoas descobrem novas maneiras de usá-lo. Já serviu como plataforma de campanha de Barack Obama. O Oscar foi comentado ao vivo por muitos usuários.
 

            Se Jack Dorsey sabia que sua idéia iria se tornar febre, não é possível afirmar. Mas se temos que aprender com a experiência dos outros, aprenda com esta. Uma oportunidade pode estar ao seu alcance todos os dias, basta ter um olhar empreendedor para os acontecimentos, os comportamentos das pessoas e suas necessidades. Preste atenção, pois a qualquer hora você pode “tropeçar” em uma ótima idéia e ficar rico. Por hoje é só. Beijo me twitta.


Por Bruna Navas



A excelência reprimida
Maio 24, 2009, 11:01 pm
Arquivado em: Cultura Corporativa

          Na língua indígena brasileira (tupi – guarani) o nome Catupiry significa excelente. É essa excelência que a empresa Laticínios Catupiry proporciona aos seus consumidores há quase um século. O carro chefe da empresa é o Requeijão Cremoso, este que possui como nome a própria marca é citado no “dicionário internacional de queijos” como uma das mais importantes publicações mundiais sobreimagem_c produtos derivados do leite, além disso, esse documento editado na França informa que o brasileiro Catupiry é o único no mundo nesse gênero. Percebe-se, portanto, que o produto se tornou sinônimo de categoria, o que pode ser interpretado de forma positiva e negativa para a empresa. Visto que devido ao segredo de fabricação, os produtos de seus concorrentes são inferiores ao da Catupiry, mas devido ao sinônimo de categoria muitos consumidores confundem esses produtos com o da marca, o que é agravado devido à similaridade das embalagens. Essa associação pode ser negativa porque muitos consumidores acreditam – ao comprar os produtos dos concorrentes – que a qualidade do Catupiry decaiu quando não ocorreu.  
          Ao ter acesso a todas essas informações temos como primeiro pensamento achar que a empresa é uma gigante do setor e possui uma fabricação intensa, assim como sua distribuição. Contudo, não é isso o que ocorre, apesar das inúmeras ofertas de compras e parcerias. A Catupiry possui como posicionamento estratégico manter a tradição na produção de seus produtos com intuito de manter a excelência desses e acredita que se crescer em grande escala não conseguirá entregar aos seus consumidores a qualidade esperada. Portanto, é uma empresa extremamente cautelosa que prefere não assumir riscos.
          Durante décadas o produto foi refém de uma embalagem antiquada, de custo elevado e objeto de “verticalização” inadequada de sua produção. Esta era fabricada artesanalmente em madeira o que aumentava os custos da empresa. Algumas tentativas de lançar a embalagem de polipropileno geraram recusa do produto por parte do cliente, o que levou a Catupiry a disponibilizar as duas embalagens nos pontos de venda e, gradativamente, diminuir a quantidade das embalagens de madeira até a total substituição pela de plástico.
          Outro fato relevante é que a empresa mantém a produção quantitativamente abaixo da demanda, caracterizando uma “demanda reprimida” que viabiliza a prática de preços mais elevados. Conclui-se, portanto, que a Catupiry fabrica um produto Premium e único e atua com a estratégia corporativa de diferenciação. Somado a isso, sua cultura corporativa caracteriza-se como a de realização, afinal é extremamente estável e tem como foco principal os seus clientes. Ou seja, não é muito afetada pelas crises e adversidades, e assim não precisa de agilidade para responder a essas situações, porém tem um crescimento relativamente baixo, que segundo a organização mantém a excelência de seus produtos.

Por Priscila Lugero