If I Kotler, why dont’t you?


Quem é plural pode tudo
Junho 1, 2009, 5:06 pm
Arquivado em: Tomada de Decisão
O maior jornal do País, Folha de S.Paulo, tem seus números de circulação reduzidos ano a ano

O maior jornal do País, Folha de S.Paulo, tem seus números de circulação reduzidos ano a ano

Rua 25 de Março terá “clone” na zona sul. Oasis apresenta música inédita em site de grife. Lula veta juro menor para o parcelamento de dívida. Maior prisão de Nova York tem quatro casos de gripe suína. Museu do Futebol é o segundo mais visitado da cidade. Trash 80’s comemora sete anos com show de Sérgio Malandro e Simony. Gucci planeja fazer vendas online no Brasil no próximo ano. Cidades investem em maquiagem ecológica para agradar à Fifa. Novo ENEM abre inscrições no dia 15 de julho. Madonna se apresenta em Israel após 16 anos. China toma mercado do Brasil na Argentina. Santo Antônio da Alegria é eleita a melhor cidade brasileira para o idoso viver. Indígenas isolados correm risco de extinção. Llosa diz que Venezuela não virará Cuba. Rita Lee abre sua casa para falar sobre carreira, família e idade. Fantástico se prepara para enfrentar o novo reality show da Record, Fazenda.

É com essa pluralidade de informações que a Folha de S.Paulo, o maior jornal do país, se posiciona na mente do leitor e se vende ao mercado. “A Folha é plural como você. Assine uma. Leve várias. E leia a que você quiser”. A Folha, como é popularmente conhecida, é o maior jornal e um dos mais influentes veículos do País, além de fazer parte do também brasileiro Grupo Folha, um dos grandes grupos de mídia e comunicação do mundo. No entanto, o clima está mais para desespero do que para alegria. A circulação do jornal tem reduzido a cada ano. Segundo o IVC (Índice Verificador de Circulação), a circulação média no domingo em janeiro de 2000 era de 521.014 exemplares. Em janeiro de 2009, o número já cai para 361.562.

Boa parte dos veículos impressos de comunicação, como revistas e jornais (que, para alguns especialistas, iriam morrer conforme a web fosse crescendo), tiveram, sim, sua circulação reduzida a números bem menores, se comparados ao período em que não havia internet. Esse fenômeno é natural e não é muito diferente do que aconteceu com os folhetins quando surgiu a televisão, no início do século 20. Com o advento da internet, que inaugura uma nova era da tecnologia e permite emergir novas mídias sociais a todo instante e em diversas plataformas, muitos hábitos, técnicas, produtos e marcas deixam de existir e são substituídos por outros que sejam mais rápidos, eficientes, modernos e práticos. Muitos, mas nem todos.

O efeito disso sobre os meios é que suas audiências se dividem, mas dificilmente se anulam, uma vez que a circunstância de uso e as características específicas de cada um não permitem que o novo meio substitua aquele que já é tradicional. Os desafios que surgem para os grandes e tradicionais veículos de comunicação impressa são cada vez maiores, pois devem buscar novas plataformas e oportunidades para que sua receita não diminua.

Como grandes sábios dizem, é nos momentos mais turbulentos que surgem as grandes idéias, e é justamente nesse cenário que a Folha – e também a maioria dos veículos impressos, que compartilham o mesmo problema – devem se desprender do produto e pensar em novas soluções para seus leitores – e como isso pode ser lucrativo para ela. A relação do consumidor com a marca deve ser observada não pelo produto, mas, sim, pela necessidade de informação daquele público. Nesse sentido, poderão surgir diversas idéias através das quais a Folha poderá se apropriar para oferecer não só o maior jornal diário do país como também tudo aquilo que seu consumidor tenha interesse (desde que, é claro, esteja relacionado ao expertise da empresa).

Em relação ao leque de oportunidades que surge, o caso da Folha é talvez o mais fértil. Isso porque, por ser um veículo que integra informações de diferentes arenas do conhecimento, atrai leitores, qualificados, de diferentes perfis e com distintas intenções de leitura para com a Folha. Portanto, a riqueza e pluralidade que existe nos cadernos do maior jornal do País deve se estender para o portfólio da marca. É até por isso mesmo que estão, simultaneamente, sendo vendidas duas coleções – a dos grandes fotógrafos da história e a das obras clássicas do cinema. Ainda assim, a Folha pode muito mais do que isso. Por que ser apenas um jornal, uma revista e uma coleção? Por que não um instituto, uma escola, um cinema, uma emissora de rádio, um centro de estudos e pesquisa, um concurso, um evento, uma premiação, um espaço cultural, um GPS, um desfile de moda? Quem é plural pode tudo.

Por Mateus


1 Comentário até agora
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achei a escolha da fonte ousada, mas gostei! adoro georgia! (é ela, né?)
logo faço um comentário menos “criança-só-olhei-as-figuras-não-me-mate”. be prepared. hahaha

Comentário por evelin




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